Hipótese Cosmogênica Há várias formas de se conceber a Cosmo Gênese, a criação do Universo, quer seja pela Mitologia, Filosofia, Teologia ou Ciência, entretanto é possível esquematizar a seguinte divisão:
O Budismo e o Jainísmo, assim como a visão Aristotélica e de vários filósofos Pré-Socráticos, são adeptos da hipótese de que o Universo é Eterno e Estável, ou seja, Sempre Existiu de Forma Estacionária. Como na opção 1.1 do quadro acima. Para a opção 1.2 temos o Hinduísmo, outros filósofos Pré-Socráticos e alguns cientistas da atualidade adeptos do "Universo Pulsante", defendem que o Universo Sempre Existiu de Forma Cíclica, sendo continuamente criado, destruído e re-criado. As religiões Monoteístas Médio-Orientais, Judaísmo, Cristianismo e Islamismo, são adeptos da opção 2.1 em que o Universo Passou a Existir do Nada, mediante a ação de um Ser Criador. E a quase totalidade das mitologias Politeístas, assim como o Taoísmo e outros filósofos propõem que o Universo Passou a Existir a Partir de Algo, opção 2.2 do quadro anterior, quer seja esse Algo um tipo de Ovo Cósmico, um Caos Primordial, ou de um Super Átomo, como propõe a Teoria do Big-Bang. Há muitas considerações a se fazer aqui. A primeira de que um Universo Estático e Estacionário ainda é Dinâmico, ele não pode ser Absolutamente imutável, assim como declara o próprio Budismo, que apesar de não haver Cosmogênese, declara que o Universo é Impermanente, ou seja, mutável. Se o Universo é Eterno e mutável, decorre que seguramente cedo ou tarde qualquer tipo de possibilidade se realizará, ainda que seja a revogação de determinadas leis fundamentais. Também o simples fato de que haja a vida, em seus ciclos, levam a intuir que o Universo acaba passando por processos, desafiando sua Imutabilidade. A idéia de um Universo a partir do Nada faz imediatamente necessária a intervenção de Algo externo ao Universo, geralmente Deus, pois no Nada absoluto não faz sentido que ocorra algo, ou algo surja. Sendo assim, não seria equivalente a dizer que o Universo veio de Algo? Alguns físicos teóricos tem proposto a idéia de que o Universo tenha surgido de "Flutuações de um Vácuo Quântico", e tendem a considerar isto como um Nada. Mas isso não faz sentido, esse Vácuo Quântico necessariamente é Algo. O que me parece é que o Universo que conhecemos não pode ter surgido do Nada Absoluto, Algo existia antes, quer seja o Caos, o Tao, o Vácuo Quântico, e sendo assim, de onde veio esse Algo? Se o Universo foi Criado por intermédio de um Ser externo, de onde veio este Ser? Me parece ser inevitável admitir que o Universo necessáriamente veio a partir de Algo, e que este Algo, veio de outro Algo, ou de um Algo constante, que só poderia ser eterno. Sendo assim, me parece que melhor solução filosófica e fundir as opções 1.2 e 2.2 numa só, e afirmar que: O UNIVERSO VEM A PARTIR DE ALGO, NUM CICLO INFINITO. Repare que na opção 1.2 podemos encaixar a 2.2 sem contradição, pois se o Universo surge a partir de Algo e admitimos que ivariavelmente terá um fim, esse processo pode muito bem ser apenas um ciclo de um Universo Eterno e Dinâmico.Há uma contradição aqui, uma tensão entre o conceito de ETERNO e o de Cíclico. Não é surpreendente, afinal até agora não parece ter surgido nenhuma forma de se examinar essa questão que não ponha claros limites à racionalidade. Creio que a única solução é admitir esse PARADOXO, mas devemos cuidar para que o mesmo se mantenha o mais distante possível da razão, ou seja, que fique no ultimissíssimo estágio, ou primerissíssimo. Dessa forma não entramos em conflito com o fato de termos um Universo Dinâmico e Mutável a nossa volta, nem lutamos contra a irrascível questão de o que havia antes deste Universo, ou do que haverá após. Em seguida, temos que admitir que existe em Super-Algo além de nosso Universo sensível. Uma realidade suprema da qual emana o nosso Universo, e que fatalmente não pode ser abordada diretamente. Chamo esse Super Algo de UNIVERSO, algo acima do nosso Universo relativo, um Macro-UNIVERSO. Para ilustrar esse raciocínio, vejamos uma hipótese que poderia torná-lo viável e demonstrar algumas implicações.
Saber qual seria o destino da matéria no nosso Universo é bastante difícil. Talvez ele venha a se contrair de volta ao momento de singularidade, para então se expandir de novo, ou de algum modo se aniquilar e ser reabsorvido pelo UNI, talvez ele se expanda até um limite onde atija o UNI, ou talvez sofra aniquilações locais, como os Buracos Negros, que talvez enviem a matéria de volta à matriz primordial. O que parece muito provável é que esse Universo não irá durar indefinidamente, um dia deixará de existir pelo meno como ele é, voltando ao momento da criação, como propõe o Hinduísmo no processo chamado de Mahapralaya, que finaliza um "Dia de Bhraman". Mesmo o Cristianismo possui uma vertente teológica que propõe algo semelhante, trata-se da APOCATÁSTASE, do filósofo Orígenes de Alexandria. E muitos físicos ainda propõe um Universo Pulsante. Pensemos nessa hipótese como um exercício filosófico, que demonstra que não é preciso dominar amplos conhecimentos para convergir com propostas semelhante as da Mitologia, Filosofia ou mesmo da Astrofísica. Na próxima parte, vamos deixar a especulação do UNI e nos concentrar no Universo Local. |